segunda-feira, 29 de julho de 2013

Dos encantos e desencontros do amor

 

Porque ele é bonito e sabe como conquistar uma mulher.
Porque ele é livre, leve e solto e não se importa com a opinião alheia.
Porque ele é companheiro, amigo e carinhoso, e está sempre do meu lado em todos os momentos.
Porque ele é humano também, e já me magoou algumas vezes, e me fez sentir como se meu coração jamais voltasse a bater novamente.
Porque ele é simples e sua simplicidade é um encanto.
Porque ele gosta de música e tem um gosto pra lá de apurado.
Porque ele sabe como ninguém o que fazer para me tirar do sério.
Porque ele sabe como ninguém o que fazer para eu me sentir a pessoa mais amada desse mundo.
Porque ele penteia meus cabelos, mas diz que vai embora, ficar um mês longe de mim.
Porque meu coração se parte cada vez que eu lembro disso.
Porque eu sinto que não sei mais viver sem ele.
Porque me entristece saber que a distância entre nós é grande e eu não vejo a hora disso acabar.
Porque ele é meu melhor amor e melhor amigo.
Porque ele prometeu que ia me escrever uma carta, e eu espero ansiosamente por ela há sete meses.
Porque ele me apresenta os melhores filmes.
Porque ele entrou na minha vida e mostrou que eu posso ser uma pessoa melhor.
Porque somos duas pessoas completamente diferentes e parecidas, ou opostamente complementares.
Porque ele diz todo dia que me ama.
Porque ele faz planos de viajarmos pelo mundo.
Porque, às vezes, ele consegue ser a pessoa mais chata do mundo.

Porque ele é simplesmente ele. Eu sou simplesmente eu. E nós somos melhores juntos.

domingo, 28 de julho de 2013

E se a vontade bater...

Domingo frio, noite quieta. Estamos aqui, compartilhando do mesmo quarto, que numa tentativa severa de impedir a entrada de qualquer vento, encontra-se completamente vedado. A tentativa de aquecimento funcionou, ao contrário do que ocorre com nós dois, frios por dentro. Sinto-me incomodada por não saber exatamente o que fazer com essa distância de meio metro que mais parece meio quilômetro entre nós.

Hoje você acordou mais cedo, desceu para comprar pão, voltou antes mesmo que eu acordasse e me preparou um café, daqueles bem fortes, do jeito que gosto. Não sabia exatamente se agradecia ou se deixava passar esse seu feito, é estranho quando você passa a não se importar mais com alguém. Esse meu jeito de ser só atrapalha as vezes. Não puramente por ir de encontro à qualquer tipo de relacionamento, mas por não saber ao certo como lidar com o que o outro é e tem para me oferecer. Confesso que nunca é o suficiente.

O dia passou como todos os outros, ultimamente só o que fazemos é compartilhar do mesmo cômodo, com as cabeças em galáxias diferentes. Você e seu computador. Eu e meus livros. Nós e o abismo cada vez maior dentro do nosso quarto.

As coisas parecem desandar e esse sentimento de perda me consome, não quero nos perder. Por mais que meus defeitos sejam maiores que os seus, por mais que eu já não me importe tanto com você, por mais que nossa vida não seja a mesma e que nossos desencontros ultimamente tenham sido maiores que qualquer outra coisa, fico aqui pensando que a melhor coisa a se fazer é me abrir com você. Mas, será que você vai entender meus questionamentos e necessidades, procurar escutar minha sinceridade e lidar com as palavras até mesmo quando elas doerem?

Não prometo medi-las, esse nunca foi meu forte, mas prometo ser sincera. Prometo dizer a você tudo o que sinto e propor uma nova vida pra nós dois. Prometo abrir meu coração e minha alma e fazer valer a pena esses anos que passaram tão rápido.

Você está agora sentado na cama, com seu notebook apoiado nas pernas, parece bastante vidrado, seja lá no que você está lendo agora. Não sei nem como começar. Minhas pernas ficam dormentes e minha cabeça meio zonza só de pensar em quebrar este pacto de silêncio, mas não há mais como evitar. Sinto que, se dessa vez não fizer nada, amanhã será muito pior e cada vez mais nos distanciaremos. Isso não terá volta.

Desligo minha luminária, dou meia volta e me dirijo à você, que está tão distante de mim, agora. Começou com um - Ei - para não tardar a dizer tudo o que eu sentia. Foi a melhor decisão do meu dia. Sinto-me aquecida outra vez.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Sobre o medo de sofrer e o próprio sofrer.

O medo de sofrer é tão grave quanto o sofrer. Um, assim como o outro, não te deixam ser quem de fato é. Você age pelo medo e o medo age em você. Você dá asas a sua imaginação que já é hiperativa de natureza e deixa a voz do medo falar mais alto. As vezes em minha cabeça parece tão simples pensar nas coisas que mais tenho medo. As imagens vêm em segundos, melhor: milésimos de segundos. Mas vão embora com muita dificuldade, assombram, ficam ali, no subconsciente e não largam de mim.

Quando se dá asas ao medo, sua relação com as pessoas passa a ser mais frágil, porque você não consegue confiar 100% no que elas têm para te oferecer. Qualquer coisa se transforma em motivo para brigas, para desentendimentos. Primeiro, porque a pessoa nunca vai entender o que se passa em sua cabeça. Segundo, porque você nunca vai dar o braço a torcer para que a pessoa tente te influenciar a pensar de outra forma. É um buraco sem fundo. Antes nunca tivesse sofrido. Mas quem, de fato, está livre disso?

Certa vez encontrei esse texto pela internet. Vale muito a pena ler:

"Pensamentos passeiam por nossas mentes o tempo todo, sejam eles baseados em fantasias, realidade ou impressões (que ainda não se confirmaram como fatos). Cada um desperta em nós um sentimento particular: alegria, motivação, desejo, esperança... ou insegurança, medo, tristeza, raiva... Enfim, sentimentos humanos. Entretanto, mais do que classificá-los, nomeá-los ou imprimir neles qualquer julgamento de valor, quero despertar você para a diferença que grita entre aquilo que você assimila e aquilo que fica arranhando, incomodando, ferindo devagarzinho... insistindo em tirar a sua atenção de qualquer outra coisa... Um verdadeiro martírio na sua cabeça!

Pode ser uma desconfiança, uma intuição, uma palavra dita ou ouvida que soou estranho, um sentimento seu ou a percepção de um sentimento do outro. Enfim, muitas situações podem nos fazer mergulhar num incômodo mental com o qual não sabemos como lidar.

Sugiro que quando você se sentir diante deste impasse, lembre-se de uma verdade: tudo o que fica insistentemente pulsando em nossa mente, nos fazendo pensar mais e mais sobre o assunto, vai ganhando um tamanho muito maior do que o real.

Experimente fazer um teste: quando um pensamento lhe parecer insolúvel, grande demais, triste demais, grave demais, imperdoável demais, enfim, qualquer coisa demais, tente contar para alguém (obviamente para alguém em quem você confie). No momento em que você começa a transformar seus pensamentos em palavras, automaticamente eles começam a se redimensionar, a ganhar seu tamanho real... e você mesmo se dá conta de que havia certo grau de exagero, de irrealidade..."

O problema é que as vezes nem isso funciona...

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013



As vezes eu sinto como se alguém muito melhor do que eu quisesse dar lugar a mim. Como se essa pessoa fosse meu verdadeiro eu, de quem eu nunca deveria ter abandonado ou tentado fugir.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Gaveta de mulher



Era uma vez uma simples gaveta que vivia no armário de uma mulher. Este armário era branco, alto e passava muita credibilidade por seu porte e design. Garanto que se ainda estivesse na vitrine de sua loja, chamaria atenção de muita gente por sua beleza e elegância.

Vez ou outra este armário passava por algumas mudanças; já foi realocado três vezes naquele quarto, perdeu sua porta direita no inverno passado, de forma a melhor se adaptar ao ambiente e já até sofreu algumas mudanças internas: hoje, por exemplo, a prateleira de livros deu lugar às bolsas, e as roupas de dormir dividem espaço com as roupas de ficar em casa. Parece tudo muito organizado e pacato olhando de fora, mas nem tudo são cores e estampas de flores ...

Certa vez, após aquelas grandes arrumações que precedem épocas comemorativas, como por exemplo: Aniversário, Natal e Ano Novo, aquela mulher chegou em casa, ávida por uma significativa transformação em seu armário e, após uma noite repleta de bolsas, vestidos, camisas e meias espalhadas pelo quarto, cada coisa finalmente encontrou seu devido lugar. Algumas roupas foram reaproveitadas e outras separadas para serem desfeitas, pois não tinham motivo para continuarem ali dentro.

A mulher então deu-se por satisfeita, concluiu seu trabalho em menos de 3 horas, sentia-se leve, animada e curtia a arrumação de cada coisinha. Sabe como é mulher, né? Qualquer coisa, longe da TPM, é motivo pra ficar animada, até mesmo uma arrumação no armário. Só que ela não sabia como explicar isto, era como se, por projeção, sua vida também estivesse se ajeitando em meio a todos aqueles pertences...

E foi aí que uma das decisões mais importantes de sua vida foi tomada. No canto direito inferior daquele armário havia uma gaveta sobressalente, ansiosa por ser preenchida. E, mais uma vez: sabe como é mulher né? Entupida de amor e êxtase, pensou que poderia ser uma “ótima idéia”, “pelo menos por um momento”, “até não se sabe quando”, dar essa gaveta pra ele, porque...”quem sabe, né”? “Vai que ele gosta”... “vai que dá certo? Não há nada de errado!”

Mulheres.

Mal sabia que dar sua gaveta era dar-se por inteiro. Era dizer: vem, entra na minha vida, mistura tuas coisas às minhas, vamos nos envolver ainda mais, podemos virar bagunça, podemos nos perder em meio de tantas coisas, podemos harmonizar cores e texturas, mas, se quisermos, temos sempre a opção de pararmos e cuidarmos do que é nosso, podemos perder tempo e arrumá-la juntos, podemos organizá-la e cuidá-la e só depende da nossa força de vontade pra que isso aconteça.

Relacionamentos são armários. Grandes estruturas, bonitas e fortes por fora. Coloridas, chamam atenção por sua beleza. Guardam pertences importantes, e por esses e outros motivos merecem credibilidade. Mas dentro do armário, em meio a todas aquelas gavetas e prateleiras, há a representação de como é nosso coração: porque nunca, ninguém terá possibilidade de saber o que realmente se passa por dentro dele, caso você não o abra de verdade.

Precisamos estar atentos ao momento de fazer essas adaptações em nossas vidas. Quero arrumar gavetas e ajustar prateleiras pra fazer jus à beleza que meu armário possui por dentro e por fora.

Só quem ama pode saber.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Para posteridade


Parece que foi ontem, ela ia embora para não sabe-se quando voltar e apostou numa loucura que deu certo. Entendi na marra o que significa saudade. 

Quase dois anos depois, recebeu inesperadamente uma missão que transformou sua vida por completo, pra melhor, para sempre: gerar um pequeno milagre.

E aí é que entra você, meu amor. Hoje, dia 10 de setembro de 2012, o meu mundo ficou melhor porque você chegou. Bochecha gordinha, olhinhos amendoados que mal sabem ficar abertos e um rostinho de anjo que me fez chorar copiosamente. Elis.

Queria estar aí pra ver esse bocão vermelho e esse nariz batatinha de perto, mas me contento com a foto que sua mamãe enviou. Ela é a pessoa mais feliz desse mundo.

Sei que hoje você nem sonha em ler e entender minhas palavras, mas daqui há alguns anos eu proponho que você veja e sinta o que a outra parte do meu coração está sentindo daqui do outro lado do mundo. Hoje sou metade, porque a outra está aí com você.

Provavelmente não estarei aí quando você falar sua primeira palavrinha, ou até mesmo quando aprender a engatinhar, muito menos estarei no seu primeiro dia na escola. Isso me mata por dentro. Mas prometo estar ao seu lado quando esse mundo louco parecer ser um lugar estranho, quando precisar de alguém (mesmo distante) para se abrir, falar sobre o tal menino que começou a puxar papo com você na escola, ou sobre aquela viagem que está pensando em fazer com suas amigas e ... sei lá, quando você não precisar de nada também!

Espero que, ao abrir esses olhinhos de anjo, possa ver amor em todos os lugares onde passar. Espero que, mesmo com a distância, você também me ame e pense em mim como uma pessoa que vai estar ao seu lado pro resto da sua vida.

Eu te amo.

Da sua madrinha,
Hannah.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Re- começo.



Fazia um tempo que ela não pisava por lá. Tinha medo de pegar gosto e não querer mais sair, e dar vontade de voltar todo dia.

Ok, problema nenhum nisso tudo. A não ser por seu medo ser, de fato, de se arrepender das escolhas que fez e perceber que a atitude de retornar àquele lugar seja sinônimo de retrocesso. Ou perda de tempo, por antes apostar em algo que nada tinha a ver com tudo aquilo.

Ela pensava demais. Ainda me questiono se isso tudo é fruto de tanta leitura.

Certa vez, em meio a um caminho que fazia diariamente em direção em seu trabalho, reparou numa árvore que nunca esteve ali ao logo daqueles três longos anos. Seria tamanha distração e falta de sensibilidade? Ou seria seu coração leve, agora mais doce e aberto ao mundo a sua volta? Olha o que o medo faz.

O medo nos deixa alerta, despertos e  ironicamente preparados. É por isso que, as vezes, sentir medo não nos coloca numa posição de desvantagem, porque a gente percebe o que acontece em nossa volta de uma forma diferente, temendo e ao mesmo tempo ansiando por enfrentar aquilo que mais nos toca. E ela, no auge dos seus sonhos e na inocência de seus simbólicos 24 anos, levou um fenomenal banho de água fria que muita bonitinha por aí sequer sentiu respingar.

Tantas dúvidas.

Poderia procrastinar, fingir que não ligava, esquecer a ânsia de estar lá mais uma vez, mas aquilo parecia ter sido feito pra ela. Era ali que devia estar, para sempre. Era ali que devia estar. Para sempre.

Então, voltou. E o medo se foi.

Era só recomeçar.

sábado, 28 de janeiro de 2012

A festa




Noite de segunda-feira. De sua janela podia-se contemplar pequenos pontinhos de luz na altura das distantes mansões instaladas nos morros ao sul. Tais cores, em suas nuances fluorescentes, se observadas de certo ângulo além de sua janela, colaboravam para a decoração da sala de estar, que misturava tons fortes e bem diversificados. A noite era fria e chuvosa, mas a alegria era suficientemente acalorada.

Às vésperas de seu vigésimo nono aniversário, andou por aquela cidade antiga e pacata, cumprimentou todos à sua volta e, mesmo depois de tanto tempo, sentia-se como se não tivesse tentado a vida em outra lugar; aquele sim era o seu lugar. As suas pessoas. O seu cheiro de terra preferido. Os seus costumes.

Nove e quinze.

As pessoas chegavam, com pratos cheirosos e bem apresentados, botas cheias de lama e bochechas rosadas. Falavam alto, abraçavam forte, eram elas mesmas. O tio mais velho, precocemente afetado pela birita boa e amarga, aumentava e abaixava o volume, e achava uma "puta de uma sacanagem" o cachorro latir mais alto que o som enquanto as pessoas iam entrando, por que cargas d'água Tobias não havia sido adestrado? Agora era velho e cansado, só latia de nervoso, e morria de medo daquele homem.

As crianças eram gordinhas e agitadas. Mesmo agasalhadas dos pés à cabeça, nada as impedia de correr pelas tiras barulhentas e escorregadias de madeira, resultado de uma cuidadosa aplicação de cera e verniz, que fora engenhosamente pensada para a grande pequena noite. 

Os homens, ogros de bom coração, atendiam cautelosamente às regras de etiqueta de início de festa, observados atentamente por suas mulheres, lindas e cansadas por terem passado o dia na cozinha. 

A festa já era festa e a menina-mulher de 29 vestia um agrado de sua mãe, que nada combinava com seu estilo. Estava harmoniosamente desajeitada, mas refletia beleza e jovialidade, sabia ser bonita. Amanhã à tarde, pegaria um vôo para chegar a tempo de uma reunião importante com o mais novo presidente da multinacional que trabalhava. Quem via, não imaginava tamanha inteligência e sofisticação dentro de um par de botas e um jeans desbotado.

À meia noite, como de costume, as luzes se apagavam e as velas eram acesas. Um coro de feliz aniversário e as palmas desengonçadas davam sentido àquele momento único e especial na vida da menina de 29. Já podia sentir saudade do cheiro de terra molhada de chuva, do latido intransigente do pobre Tobias, e do abraço acalorado de seus pais, seus melhores amigos.

Aquela era só mais uma noite, em só mais um canto da cidade, mas não para aquelas pessoas que partilhavam e celebravam. Aquela noite, do outro lado do país,onde a menina vivia, poderia não ter nenhuma importância, mas ali, naquela cidadezinha simples e pacata, fora marcada pela união de pessoas que, mesmo vivendo em tão diferente realidade, sabiam ser felizes...

Feliz aniversário.

sábado, 31 de dezembro de 2011

E então... chega mais!

Pra fechar meu ano com chave de ouro, nada mais justo do que acordar e escrever. O problema é que, dessa vez, dotada de uma auto crítica como NUNCA tive antes na vida, não vou analisar meu ano e dizer que poderia ter sido melhor. Porque não poderia. 
Ao dizer isto, à contragosto de muitas pessoas que estiveram ao meu lado, e que me ouviram reclamar e espernear e fazer tempestades em copo d'água durante muitos momentos de 2011, peço-lhes licença para dizer que este ano, mesmo com todas as coisas ruins, mesmo com todos os choros, todos os problemas, todos os planos que deram errado, foi um ano MARAVILHOSO e superou expectativas. 
Digo isto pois tudo o que eu mais queria na vida, com a ajuda de muitas pessoas, realizei e darei prosseguimento no ano de 2012. Encarar a realidade de ficar longe de quem você ama, ter mais responsabilidades, estar bem mais cansada ao fim do dia, deixar de fazer muitas coisas que gostaria por falta de tempo e ver que, no fundo, no fundo, não sobra tanto dinheiro assim no fim do mês, é BEM complicado. 
Por outro lado, tive a oportunidade de conhecer pessoas novas, se encantar por estas pessoas, criar vinculos de amizade e, ao mesmo tempo, não se sentir tão só assim. Descobri que no trabalho também existe o prazer de fazer aquilo que se gosta, e me identifiquei com coisas que até até então passavam despercebidas pela minha vida. Este ano, mais do que todos os outros anos da minha vida, eu acredito que superei a mim mesma e, reconheço que sem a ajuda dos meus pais, eu não teria dado nem o primeiro passo. 
Então, o que hoje eu desejo a você é: Sinta-se orgulhoso. Orgulhoso de qualquer coisa que seja. Traga para si mesmo a responsabilidade única e exclusiva de fazer o seu 2012 superar as expectativas; e chore, faça tempestades em copo d'água, brigue, chateie-se, mas por favor, dê sempre o primeiro passo a cada dia. 
Acredite em coisas boas, acredite em amor. O amor é maior do que você pensa, e está presente tanto nos romances quanto no modo que vivemos e nos damos valor. Sim, amor-próprio é a mais linda forma de amor. 
Planeje mais seus dias e seus horários. O tempo é o único bem que se perde a cada instante.  Acredite no poder da família. Acredite no poder da amizade. Acredite que o ser humano pode melhorar a cada dia. Acredite em você.


Um beijo e feliz 2012!

domingo, 11 de setembro de 2011

Mais uma vez.

A verdade é que até agora eu realmente não entendo como isso aconteceu. Você tentava tirar de mim o que eu não sabia explicar, de todas as formas. Já não havia mais nenhuma feição em meu rosto mas os olhos permaneciam bem abertos; e foi nessa hora que uma lágrima caiu sem que eu movesse um músculo, simplesmente caiu, e deu lugar a mais outra, e outra e outra, e eu continuava não me mexendo, mesmo o carro estando em alta velocidade e você trocando de pistas a todo momento.
Naquela hora uma música do Marcelo Jeneci tocou no rádio e a palavra "Felicidade" vinha de encontro como uma bala no meu peito, não sabia explicar o que estava acontecendo. Por que cargas d'água eu não estava feliz?!
Eu só queria continuar ali, sentada e sendo levada pra algum lugar.
Até que, depois de alguns minutos, chegamos na minha casa. Era um final de tarde chuvoso e com vento frio. Você entrou, ligou a tv, comentou alguma sobre a vantagem de ter um pacote de tv por assinatura com os canais Telecine ao invés da HBO. Pra mim você podia estar dizendo qualquer coisa, eu só desejava que você não levantasse mais dali. Desejava que voltássemos no tempo, há uns 6 anos atras, onde tudo, ou quase tudo, era diferente, era mais fácil.
Foi ai então que decidi preparar um café, do jeito que a gente gosta, forte e amargo. É claro que só fiz isso para garantir que você ficasse mais tempo, mas a chuva lá fora apertava, e você precisava voltar, antes que o tempo piorasse...
Eu já previa todas essas coisas, talvez por isto não me incomodei tanto assim quando você sussurou um "tá ficando meio tarde.." Achei até que demorou demais dessa vez.
Tudo terminou com um forte - e longo- abraço e eu já começava a sentir saudades. E finalmente, como num estalo, meu coração pôde enfim se acalmar.
"Tchau, querida...até semana que vem", murmurou num tom cansado.
Tranquei a porta e voltei pro sofá. Dessa vez, passei longe do Telecine.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Despedir-se de si, de sua falta de completude, daquele sentimento interminável de espera. A espera teve um fim, e para todo fim, um recomeço de presente. Na verdade, o fim só existe pra quem não enxerga o recomeço. 
A tentativa desesperada de uma faxina mental foi menos eficaz. Menos confortável, menos inteligente. É claro que não deu certo.
Sendo assim, daqui pra frente não haverá mais faxina, vou guardar devidamente as lembranças em lugares estratégicos e não fazê-las uso novamente até que eu sinta necessidade. E pretendo não mais sentir por toda a vida. Vontade de indiferença.
Então vai, vai que agora eu te deixo partir livremente. Nada mais será do jeito que era antes. Vai que eu já não quero nem saber mais como você anda, com quem você anda, o que você faz. 


Vai, que eu tô indiferente. Vai que eu tô indiferente?

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Se persistirem os sintomas...


-Você tá estranha hoje...
- Ai, sei lá, não sei o que está acontecendo... tô estranhamente feliz!
- Me explica isso direito.
- Ah, é um vazio. Vazio cheio de coisa embaralhada. Lotado.
- Lotado de quê?
- Não sei. É mais ou menos assim: Alguma coisa sendo empurrada de dentro pra fora do peito e desorganizadamente se manifesta em tempos aleatórios. Duração de 2 minutos e uma longa pausa. O que deve ser isso?
- Acho melhor você procurar um endócrino.
- Mais uma vez! Parece que alguma coisa se materializou no espaço entre meu estômago e minha garganta e tá querendo pular, mas nao sai. É tipo uma ardência gostosa, uma "azia boa".
- Azia BOA?!


Coloco a mão em seu peito e o coração tá tumtumtum acelerado. Endócrino? Acho que é amor.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Por enquanto


Alguma coisa dentro dela tá pedindo pra sair. Não sei onde tudo começou, mas a vontade é grande e confusa. Uma mistura de sensações que percorrem um caminho entre o cérebro e a boca do estômago, num ziguezaguear acelerado e sem uniformidade. A cabeça até permite sentir dor.
Déficit de atenção, preguiça, vontade de dormir, vontade de sumir. Tadinha dela, tudo isso ziguezagueando. Os olhos pesam e a boca cada vez mais seca, como se passasse as últimas 24 horas falando incansavelmente. Aflição.
Mas tudo passa. Peça, que tudo passa. Peça com vontade. Fotografias já não dizem mais o que ficava antes subentendido. Cartas foram perdidas e lembranças afogadas em um rio caudaloso. E ela costumava nadar nesse rio. Aonde ela está agora? Tão bela...
Pensou em ligar, mas o número ficou perdido no mesmo lugar em que provavelmente devem se encontrar as lembranças e desistiu de ouvir aquela voz. A voz que ela mais procurava, a voz que, de tanto ouvir, estava perfeitamente gravada e ela podia formar em sua cabeça todas as frases que desejasse. Esse foi seu maior erro, porque aquela sua voz dizia o que não era dito para ela. Viveu uma relação que não existia.
Então vieram lágrimas. Lágrimas e mas lágrimas. Um dia ela vai descobrir que lágrimas não servem para trazer ninguém de volta, mas sim para limpar os olhos para que eles enxerguem, de fato, a verdade.
Um dia ela vai perceber que aquelas músicas que pareciam tão íntimas não foram feitas para ela, e que ninguém neste mundo poderá entendê-la como ela mesma.
Um dia um vento forte vai abrir sua janela e um raio de sol passará por entre suas cortinas para aquele céu-inferno utópico se transformar em realidade.
Por enquanto, doces sonhos de menina.

sexta-feira, 25 de março de 2011

CORDA BAMBA


A busca pelo equibíbrio é uma das tarefas mais inquietantes na vida de um ser humano. Se você chora, é fraco, mas se você não transmite qualquer tipo de emoção, é um sem-coração. Se você enfrenta, é exagerado, mas se você vive calado, é submisso. Se você corre atrás, pode ser intransigente, mas se você espera as coisas acontecerem, não merece que elas venham até você. Nunca ninguém está satisfeito.
Acho que o maior problema ao julgar as coisas e as pessoas ao nosso redor é justamente a falta de um espelho. É fácil, mas muito fácil, apontar os erros e as atitudes que poderiam ser melhoradas nos outros, mas nunca ninguém ousaria trocar de lugar e trocar os problemas. Até porque problemas são "pessoais e intransferíveis".

"Deve-se DANÇAR CONFORME A MÚSICA". Ok, mas e se você não souber a coreografia?
"Deve-se SEMPRE OUVIR A VOZ DO CORAÇÃO". Ok, mas e se você estiver com sérios problemas de audição?
"Deve-se PENSAR ANTES DE AGIR". Ok, mas e se você realmente for surpreendido? O que você faria?
"Deve-se SEMPRE CONFIAR EM EM SI MESMO". Ok, mas e se você não tem total certeza sobre suas escolhas, que caminho deve seguir?

É preciso aceitar também o fato de NÃO SABER as respostas, os caminhos mais adequados, as palavras mais coerentes, o momento certo. Então, por favor. Vamos parar também com a mania de sempre julgar a si mesmo. Preocupe-se, mas preocupe-se menos. Cobrar de si não é errado, mas faça na medida certa, apresse-se lentamente, acalme-se... Se viver fosse realmente muito fácil não teria tanta graça. E a vida torna-se ainda mais bela quando aprendemos o quão fascinante é encontrar beleza em cima de uma corda bamba.

domingo, 20 de março de 2011

Adeus.


Você não era de outro mundo, mas me fazia sentir em outro mundo. Você sabia como ninguém me agradar e me tirar do sério ao mesmo tempo. Lembro dos telefonemas inesperados, dos planos para o futuro e de tardes inesquecíveis que me fizeram chegar a essa conclusão. 
Você me fazia acreditar que valia a pena toda aquela disposição para estar perto e para estar sempre em contato, e me fazia feliz até mesmo quando estava longe. Um dia sem te ver era como uma eternidade. Você sabia brincar, falar sério, me escutar e me proteger. Seu jeito combinava perfeitamente com o que eu procurava em alguém. 
Seu abraço me deixava em paz e, ao mesmo tempo, desprotegida. O perfume ideal, o cheiro de cabelo ideal, as implicâncias ideais, as nossas brincadeiras, nosso mundinho só nosso. Todo mundo percebia que existia um nós dois entre a gente. 
Tudo em você era diferente, talvez porque você mexia comigo de uma forma como ninguém ousaria mexer.  Bastou sua presença em uma festa em familia e como num passe de mágica, todos já estavam apaixonados. Até meus amigos perguntavam de você. A dose certa de clichês combinada com seus passos milimetricamente calculados e seu jeito único de levar os dias, na tranquilidade, na malandragem, na mansidão faziam com que eu me encontrasse perdida em um labirinto cujas barreiras internas só cresciam e me transformavam numa pessoa indefesa, me viciei.
Eu nunca havia escrito nada sobre você, talvez porque te achasse muito importante para ser trasnscrito, mas hoje eu vejo o quão cega a paixão me deixou. E, pra se ter idéia, ainda hoje me pergunto se realmente eu sentia aquilo tudo... Sabe, sem ressentimentos.
A sua perfeição acabou por me fazer entrar numa busca incansável pelos seus defeitos e , surpreendentemente, foram muitas descobertas. Sim. Pra cada qualidade que encontrava, havia um defeito por tras. Então, quem você era? O que você queria com todo aquele marketing pessoal? Pra cima de mim não.
Percebi também que os assuntos se desenvolviam em ciclos. Você tentava me enganar reinventando as mesmas histórias, e eu fingia que tudo aquilo era novo e supreendente, e ríamos, e falávamos o quanto éramos bons juntos, numa tentativa desesperada de se apegar a determinadas coisas para esquecer o que realmente nos preocupava. A solidão. 
Não me arrependo de nada. Desde o dia que te conheci até a última palavra trocada. Até as vezes que você me dizia que sabia exatamente o que eu estava pensando, como se estivesse me estudando por todos aqueles anos e soubesse exatamente quem eu era, da cabeça aos pés. Confesso que foi pretensão demais da sua parte achar que me traduziria tão facilmente. 
Parece meio atrasado escrever sobre você quase um ano depois, mas a lembrança veio como quando a água desce pela cachoeira, impactante, veloz e gelada, bem gelada. Não esperava encontrar você, muito menos hoje. Não esperava ver no seu olhar uma amargura da vida que nunca pensaria encontrar antes. Deu pra perceber que você sente saudades e que queria reviver toda aquela época com a mentalidade de hoje em dia. Seu abraço me disse. Seria interessante, mas acho que já deu. Já foi. Não sou mais a mesma pessoa e nem você é mais aquele mesmo cara, nem sei mais se seriamos amigos, se as lembranças permitiriam um despretencioso recomeço.
Terminou com um "prazer em revê-lo" sem saber ao certo se houve esse prazer, as vezes era apenas alivio, alivio para nunca mais. Dei meia volta e continuei andando,cada passo no automático me conduzindo pra direção certa bem longe de você.

quarta-feira, 9 de março de 2011

É o "Reclamation-tion"

  

Não existe coisa mais chata do que gente que só sabe reclamar. 

Os motivos e as formas são inúmeros e diversificados quando se pretende externalizar tanta bobagem, mas ainda tem gente nesse mundo que não abre mão de uma reclamadinha casual.
O fato é que sim, se pararmos pra pensar, temos “motivo de sobra” pra reclamarmos. Violência, fome, miséria, desigualdades, descaso, falta de amor, tantas coisas... . Reclamar de uma noite mal dormida, reclamar que a casa está uma bagunça, reclamar que está sozinho, reclamar que seus amigos te esquecem, reclamar do cansaço, do chefe, dos colegas de trabalho e do calor que está fazendo ultimamente são coisas normais, se feitas com moderação.  Mas as vezes, participar de uma conversa inclui ouvir tantas reclamações que me pergunto se, de tanto reclamar, essas pessoas conseguem chegar a alguma conclusão, mesmo que seja só um cansaço precedido de um SEMANCOL, e daí partem pra outra, preferindo falar do time, da novela, daquele show que estava a fim de ir, do filme que vai estrear no cinema, de forma a entrar num eixo normal de conversa... e a conversa ir fluindo. Só que existem pessoas que não chegam a esse ponto crítico e continuam incansavelmente reclamando da vida, oh minha gente! Chega ne?
Para identificar esses tipos de pessoa, segue um guia BÁSICO:

Reclamão casual: É a categoria mais fácil de ser encontrada. Consultórios médicos, bares, faculdade, casa da tia de segundo grau. É aquele tipo de pessoa que dá uma reclamadinha de vez em quando, só pra quebrar a rotina ou cortar o gelo de uma conversa. Cuidado, você pode ser um também.

Reclamão por conveniência: Esse tipo não é tão perigoso, mas tenha muito cuidado. O reclamão por conveniência é aquele tipo de pessoa que escuta e absorve o assunto, esperando sempre o momento exato, onde TODAS as pessoas do ambiente resolvem se manifestar primeiro contra alguma coisa, pra poder soltar os bichos também. É aquele que está a fim de reclamar, mas só reclama se todo mundo falar.

Reclamão destemido: Metido a sabichão, assertivo, sem papas na língua. É aquele que reclama e não está nem ai, não faz diferença alguma se o Papa ou o vocalista do Parangolé estiverem participando da conversa. Ele não dá a mínima.

Reclamão por osmose: Esse é o mais perigoso... não é confiável. Só reclama porque todo mundo está reclamando. As vezes, nem motivos pra reclamar ele possui, mas pra não ficar de fora e se sentir fora do grupo, reclama também.

Reclamão sênior: Esse indivíduo acumula a maior quantidade de anos de experiência em uma  mesma conversa. Geralmente é casado com sua avó e passa o dia lendo jornais, assistindo programas antigos na televisão ou caminhando despretensiosamente pelas ruas. Sempre acompanhado de um rádio de pilha. São fofinhos, gentis e de bom coração.

Reclamão cara de pau: Pessoas bem vestidas, com emprego, casa, carro, filhos perfeitos, abusam da sorte, geralmente possuem casa de praia ou de campo, estudaram nas melhores escolas e mesmo assim arrumam problemas que não existem. (Suscetível a adaptações, nem sempre possuem filhos e casa de campo ao mesmo tempo, por exemplo.)

O fato é: nem todas essas categorias são fidedignamente encontradas por ai, estas são apenas algumas características-chave de reclamões e reclamonas de plantão.
Queridos, usem seu poder de descarga de informações em formas homeopáticas numa conversa, não seja alheio nem assertivo demais. Assim, o ambiente será mais agradável e você não sentirá necessidade de fazer um post de 582 palavras.

segunda-feira, 7 de março de 2011

8 ou 80?

Domingo a noite. Todas as coisas interessantes que eu tinha pra fazer durante o fim de semana eu já fiz, ou não. Sempre tem aquela coisinha que voce gostaria de fazer mas por algum motivo naquele dia não dá, ou você nem quer tanto e acaba esquecendo que poderia ser legal você ter feito essa determinada coisa nesse determinado dia. Está passando um filme na televisão, lembro que já vi e gostei muito, ah, é de comédia romantica, claro. Assim como o de comédia romantica que assisti no cinema hoje, acompanhada de outras pessoas que não eram você.O fato é que já estou na minha segunda barrinha de diamante negro e me pergunto daqui a quantos minutos a onda de arrependimento vai passar pela minha cabeça por ter comido tanto chocolate, afinal de contas, as aulas de step, sofridas, demoradas e cansativas têm de valer a pena.  Ou pelo menos deveriam.  Ai pronto, me deu vontade de vir aqui e escrever. Escrever sobre qualquer coisa, inclusive sobre você. Não sei o que se passa, mas se a vontade vem é porque alguma coisa está acontecendo e eu tenho de me expressar de alguma forma. Há algum tempo eu me pego nesta vontade de listar, como quase tudo na minha vida, algumas coisas. Resolvi, então, listar todos os motivos pelos quais eu não deveria estar pensando em você, já que eu tenho certeza que mais uma vez, eu e minha imaginação hiperativa estamos transformando o que deveria ser um "ponto final" em "reticências". Então, lá vai. Sempre quiz namorar caras mais velhos, maduros, sensíveis,mas você, mesmo não sendo tão velho, é muito mais velho do que eu planejava, eu e minha mania de sempre fazer planos. Gosto e não gosto do seu sorriso, tem um angulo exato pra ele ficar bonito e você nem sempre acerta nas fotos. Você está fora de forma, e esse é um ótimo motivo, considerando que eu me preocupo com a saúde e em me manter na linha, salvo duas barrinhas de diamente negro que foram casualmente colocadas em cima da minha escrivaninha esta noite. Ah, uma ótima: Seu estilo musical é diferente do meu, esse é um tópico bem relevante! Imagine você preparando um jantarzinho a dois com uma música que eu não gosto, não ia dar nada certo.  Odeio o fato de eu estar pensando em você sabendo que eu nem te acho tão bonito assim, mesmo você sendo um rapaz super atraente. Merda. Não acredito que disse isso.  Seu corte de cabelo é de lua e eu não entendo porque você insiste tanto em corta-lo desse jeito, nao te valoriza em absolutamente nada.Você tem um perfume que
me enjoa e eu so consigo pensar num cheiro de café pra neutralizar tamanho exagero em forma de fragrancia. Odeio quando você se comporta igual a uma criança quando está na frente dos meus amigos, no começo era engraçado, mas agora isso me irrita cada dia mais. Odeio o fato de você chamar tanta atenção na rua e por também nem de longe se parecer com os caras que eu já me envolvi. Mas também não parece ser tão idiota como alguns, e gosta das minhas piadas, desse meu jeitinho de metida a engraçadinha, a piadista encubada. Também o fato de você passar a tarde inteira conversando comigo pela internet só porque eu estou achando um tédio arrumar as malas sem ninguém pra me distrair, e a conversa fluir até 1:35 da madrugada. Além disso, o fato de você ter um senso de humor parecido com o meu. A gente sempre ri quando estamos juntos e você sempre vem com uma piadinha nova que eu acabo colocando no meu acervo despretencioso de piadas. Também adoro o fato de você viajar a trabalho e acessar sua internet pelo menos duas vezes por dia somente pra ver se eu te mandei algum recado, e respondê-los para que eu possa enviar outro e continuarmos numa conversa de encher linguiça, só pra não pararmos de nos falar... ou então quando você simplesmente sente quando eu preciso de você e me liga pra saber como estão as coisas, nao importa o dia nem o horário...Chega. Não adoro mais nada. A idéia não era listar o que eu mais gosto em você. Odeio o fato de como você sempre consegue confundir meus pensamentos.

sábado, 5 de março de 2011

Pra quem vai e pra quem fica


Carnaval é sim a festa mais esperada do nosso país, e para muitos o feriado prolongado mais desejado também, juntamente com a Semana Santa. Mas cada um passa seu carnaval da forma que lhe convém. Pra você que curte outros tipos de música e prefere somente aproveitar a praia ou viajar, pegar um cineminha ou até mesmo ficar em casa, colocar suas papeladas em dia, ler um bom livro ou não fazer simplesmente nada,ótimo. Pra você que sabe todas as marchinhas de cor, adora assistir aos desfiles na Sapucaí, não perde um bloco no centro do Rio e começa a preparar suas fantasias no ano anterior, melhor ainda. Esse é o seu momento. Cada um no seu quadrado.
O fato é: Nem você nem ninguém nesse mundo merece ser criticado só porque não coloca sua fantasia de baiana e sai por ai cantando no meio da multidão todos os sambas enredo possíveis e imaginários, muito menos você que passa o dia inteiro atrás dos blocos, se diverte e volta morto pra casa só pra dar tempo de dar aquela dormidinha e voltar à ativa no dia seguinte, afinal de contas, carnaval é só uma vez por ano.
O problema é que o direito de querer e não querer de cada um é totalmente fuzilado caso você não corresponda às expectativas de quem pensa diferente, "folião" e "não folião". Pensando nisso... Não. Eu não passo o ano esperando pelo carnaval. Eu passo o ano esperando pelo Natal. Não escuto samba, prefiro rock. Não saio por ai colocando fantasia, a não ser em festas a fantasia e muito menos brinco de micareta nessa época do ano. Mas espera ai. Quem disse que eu NÃO gosto?
Eu adooooro passar esse tempo lendo um bom livro, vendo ótimos filmes, e se tiver oportunidade viajar. Adoro também o fato de as pessoas estarem mais animadas e o ambiente descontraído. Adoro também não fazer nada, se for o caso. Adoro sair com os amigos, seja num bloco, numa festa, num show, na praia e não me importar o lugar, contanto que esteja na presença deles. Adoro também o fato de eu poder mudar de opinião a hora que eu quiser. Carnaval, diferente do que muita gente pensa, é você quem faz... afinal de contas, a quarta-feira chega pra todo mundo.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Retrato calado

 

São 18:36. Mais de 24h sem notícias suas. Sei que é cedo demais, inconsciente demais, inesperado demais isso tudo aqui dentro. As vezes parece que escolhemos as coisas mais impossíveis e fingimos não ligar, por um momento, das razões, dos porquês... e cultivamos isso dentro da gente.
Acho que é a décima quinta vez que me pego olhando sua foto. Nesse dia você nem sonhava em me conhecer, nesse dia você ainda não tinha cruzado meu caminho. Engraçada essa vida, não dei a mínima no dia que te conheci... percebi você, trocamos algumas palavras entre amigos em comum...reparei no seu jeito e no seu sorriso. Não lembro de mais nada. Naquele dia você nem era tão importante. Eu tinha coisas mais interessantes pra me preocupar.
O tempo passou e você inesperadamente me procurou... pra falar a verdade, eu nem lembrava de você, havia esquecido completamente da sua existência. Você nunca foi meu tipo, foge dos meus padrões, possui alguns gostos diferentes, mas... é em você que penso agora. Na verdade é em você que penso muito nos últimos dias... por quê?
Olho mais uma vez pra sua foto. Agora, é a décima sexta vez que me pego tentando entender o porque eu continuo te olhando, e nao chego a resposta alguma... qual é o seu problema?! Qual é o meu problema?!
Certa vez li uma frase que dizia : "As vezes as cadeias que nos impedem de ser livre, são mais mentais do que físicas...", e porque não ser livre ao teu lado?
Ok, reconheço que estou inflando as coisas aqui dentro, estou numa posição desvantajosa  a quilômetros de distância dessa minha realidade, pouco te conheço, sei que não é o suficiente. Não tente me entender.  Eu também não me entendo.
Acho que o medo de sofrer ou de fazer alguém sofrer são as maiores barreiras dentro do coração de uma mulher. Mas mulher é assim mesmo, parece que quanto mais tem medo de sofrer, mais se apega; e quanto mais tem medo de fazer o outro sofrer, maior a vontade de pagar pra ver.
Não quero pagar pra ver com você, também não quero me apegar. Me ajuda, assim, como você achar melhor, a me colocar no meu lugar? Faz você, dessa vez, qualquer coisa, pra eu me iludir, pra eu te esquecer? Não consigo mais uma vez. É porque depois não quero dizer que não tentei. Mas também não quero fazer nada a respeito. Eu e essa minha insistência. Não entendo absolutamente nada, mas continuo insistindo.
Décima sétima vez.  Acho melhor trocar de foto.

quinta-feira, 3 de março de 2011

 

"As garotas aprendem muito enquanto crescem. Se um cara esmurra você, ele gosta de você; Nunca tente cortar sua própria franja; Algum dia vai conhecer um homem maravilhoso e ter o seu próprio final feliz.
Todos os filmes que vemos e todas histórias que ouvimos imploram para nós esperarmos por isso. 

A reviravolta no terceiro ato, a declaração de amor inesperada, a exceção á regra. Mas as vezes, focamos tanto em olhar nosso final feliz que não aprendemos a ler os sinais, a diferenciar entre quem nos quer e quem não nos quer; entre os que vão ficar e os que vão nos deixar.
E talvez esse final feliz não inclua um cara incrível. Talvez seja você sozinha recolhendo os cacos e recomeçando. Ficando livre para algo melhor no futuro. Talvez o final feliz seja só seguir em frente.
Ou talvez o final feliz seja isto, saber que mesmo com ligações sem retorno e corações partidos, com todos os erros estúpidos e sinais mal interpretados, com toda a vergonha e todo constrangimento, você nunca perdeu a esperança!"



Cada qual em sua situação. Não importa. Seja comprometido(a) ou não, satisfeito(a) ou não, preocupado (a) ou não. 
Depositar a responsabilidade da nossa felicidade no outro é uma das maiores injustiças que o ser humano pode cometer consigo mesmo. Solteiro ou acompanhado, VOCÊ, e apenas você é responsável pela sua felicidade.